| Resumo : |
A crescente demanda energética global, impulsionada pelo crescimento industrial e populacional, impõe desafios significativos à sustentabilidade ambiental. A dependência de combustíveis fósseis permanece como um dos principais fatores associados às emissões de gases de efeito estufa e ao aquecimento global, reforçando a necessidade de rotas energéticas de baixo carbono. Nesse contexto, o hidrogênio (H?) destaca-se como vetor energético limpo, pois pode ser utilizado em células a combustível com emissão local praticamente nula de poluentes. Entre as rotas alternativas para sua obtenção, a produção fotoeletroquímica de hidrogênio PEC, do inglês PhotoElectroChemical (fotoeletroquímica), tem recebido atenção por explorar diretamente a energia solar para promover reações eletroquímicas, como a decomposição da água, mediante o uso de materiais semicondutores fotoativos. Entretanto, a viabilidade e a estabilidade desses sistemas dependem do desenvolvimento de fotoeletrodos eficientes e duráveis. Os óxidos de tungstênio (WO?) são considerados candidatos promissores para aplicações PEC devido às suas propriedades ópticas e eletrônicas, sendo o -WO? (fase monoclínica) frequentemente reportado como a forma mais estável em condições ambientais e com potencial de aplicação. Neste estudo, investiga-se a deposição de filmes finos de WO? por Oblique Angle Deposition (OAD) - deposição em ângulo oblíquo (DAO) - via magnetron sputtering, uma abordagem capaz de modular a microestrutura do filme com controle geométrico do fluxo incidente. A formação de microestruturas colunares típicas do DAO pode aumentar a área superficial efetiva do fotoeletrodo e influenciar parâmetros como absorção óptica e coleta/transporte de cargas. Assim, este trabalho tem como objetivo avaliar como o ângulo de deposição e outros parâmetros de processo afetam as propriedades estruturais, morfológicas, ópticas e eletroquímicas dos filmes de WO?, visando otimizar seu desempenho em processos PEC voltados à geração de hidrogênio. Os resultados contribuem para avançar as técnicas de nanofabricação e promover o hidrogênio como uma solução energética sustentável. |