Referência Completa


Título: Influência das marés terrestres e oceânicas em formações em voo de satélites em torno da terra
Autor: Mateus de Castro Silva
Programa: Engenharia Aeronáutica e Mecânica
Área de Concentração: Projeto Aeronáutico, Estruturas e Sistemas Aeroespaciais
Orientador : Willer Gomes dos Santos
Ano de Publicação : 2022
Curso : Mestrado Acadêmico
Assuntos : Satélites
t Voo em formação
t Maré
t Controle de satélites
t Perturbações singulares
t Estudo de casos
t Engenharia aeroespacial
Resumo : Com o passar do tempo, vêm sendo abordado cada vez mais as influências que potenciais perturbativos possuem sobre a dinâmica relativa dos satélites, o que motivou este trabalho, que apresenta um estudo sobre os efeitos que os potenciais de mares terrestres e oceânicas apresentam em formações em voo de satélite. Para isso, são considerados apenas os efeitos seculares, uma vez que eles são os únicos que são estritamente crescentes com o tempo, sendo explorados as variações dos elementos orbitais dos satélites para órbitas altas (GEO) e baixas (LEO). Após a identificação de que as órbitas baixas são as mais impactadas pelos efeitos de marés, as perturbações são propagadas para o sistema de satélites em formação em voo, o qual permite obter os desvios em cross-track. É observado que apenas valores relativamente altos de desvios relativos iniciais das órbitas de líder e seguidor em inclinação, excentricidade e de semi-eixo maior podem causar uma derivada nos movimentos em along-track e cross-track. Finalmente, e apresentado o estudo de mitigações das perturbações de mares, comparando com os resultados de harmônicos zonais de segunda ordem (J2). Verifica-se que as mitigações dos efeitos de harmônicos zonais são suficientes para minimizar os efeitos de marés. Isso se deve ao fato de que desvios de semi-eixo maior associados à mitigação de rotação de perigeu e de rotação de nodo ascendente, são da ordem de 10-4 e 10-8 vezes menores para mares terrestres e oceânicas, respectivamente, quando comparados com os desvios associados ao harmônico zonal. São obtidas as expressões para a velocidade a ser aplicada após cada órbita a fim de mitigar os efeitos de precessão de perigeu causadas pelas perturbações de marés, tornando possível os respectivos valores de impulsos a serem aplicados para correções de órbitas. Além disso, e apresentado ainda um estudo de caso, considerando os dados iniciais da formação em voo ITASAT-2, de onde se verifica que um impulso anual da ordem de 10-5 m/s e de 10-7 m/s deveriam ser empregados para mitigar efeitos de rotação de perigeu causada pela mare terrestre e oceânica, respectivamente. Isso exemplifica o baixo impacto das marés no design do sistema propulsivo de satélites. Desta maneira, este trabalho aprofunda o estudo de potenciais seculares de mares, com aplicação em formações em voo de satélite, um assunto que é, até então, pouco abordado pelas principais literaturas do segmento espacial.
Data de Defesa : 08/12/2022
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