| Título: | Síntese e caracterização de mantas eletrofiadas de compósitos de PCL com biocerâmicas |
| Autor: | Carolina Curcio Lott Guimarães |
| Programa: | Engenharia Aeronáutica e Mecânica |
| Área de Concentração: | Materiais, Manufatura e Automação |
| Orientador : | Gilmar Patrocínio Thim |
| Coorientador : | Tiago Moreira Bastos Campos |
| Ano de Publicação : | 2022 |
| Curso : | Mestrado Acadêmico |
| Assuntos : | Biomateriais |
| t | Propriedades mecânicas |
| t | Processos sol-gel |
| t | Membranas |
| t | Ossos |
| t | Medicina |
| t | Engenharia de materiais |
| Resumo : | O aumento de expectativa de vida da população trouxe como consequência um aumento de doenças. Por exemplo, dentro da odontologia existem doenças periodontais, endodônticas e sequelas cirúrgicas que podem atacar os ossos ao redor dos dentes. O aumento de doenças estimulou o desenvolvimento da medicina e dos materiais usados. Esse trabalho teve como objetivo a criação de uma membrana bioativa para reparo ósseo. Biocerâmica 58S e uma variação de 58S clorada foram produzidas utilizando o método sol-gel. As biocerâmicas foram dissolvidas em uma solução de acetona e PCL e depois eletrofiadas para formar uma manta. As mantas foram cortadas e testes in vitro com células mesenquimais de rato foram realizados. Essa biocerâmica cristaliza fase ?-wollastonita em temperaturas mais baixas que a biocerâmica 58S não clorada. Há presença de NBOs nas biocerâmicas clorada e não clorada. Não há presença de resíduo de acetona nas fibras após a eletrofiação. A fibra com biocerâmica não clorada possui 56% de biocerâmica em massa enquanto a fibra com biocerâmica clorada possui 40% em massa. A microscopia mostrou que a biocerâmica não clorada fica espalhada por fora da fibra enquanto a biocerâmica clorada é encapsulada, isso faz com que a fibra da manta clorada seja inicialmente hidrofóbica e com o passar do tempo a água entra em contato com a biocerâmica encapsulada tornando a fibra mais hidrofílica. A manta não clorada não teve alteração de hidrofobicidade comparada com a manta sem biocerâmica. A adição de biocerâmica ao PCL não torna o material citotóxico, e causa a formação de hidroxiapatita no meio celular. A manta clorada forma hidroxiapatita de dentro para fora enquanto a manta não clorada forma hidroxiapatita apenas por fora das fibras e a manta sem biocerâmica não formou hidroxiapatita. A adição de biocerâmica ao PCL torna o material mais bioativo, e a adição de biocerâmica clorada além de tornar o material mais bioativo o torna mais hidrofílico. Sendo possível que esses materiais sejam mais eficientes no reparo ósseo comparado com uma manta sem adição de biocerâmica, com a manta clorada sendo esperado ter um melhor resultado que a manta não clorada. |
| Data de Defesa : | 15/07/2022 |
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