| Resumo : |
As resinas acrílicas de polimetilmetacrilato (PMMA) são os principais materiais utilizados na fabricação de próteses dentárias, em especial na base de próteses totais. Apesar do grande avanço das pesquisas desde a sua introdução no mercado comercial, algumas limitações ainda persistem, como a aderência de micro-organismos e fratura por impacto e fadiga. Para tornar esse material ainda mais vantajoso, muitos trabalhos estão focados em avaliar como a adição de nanobastões de vanadato de prata (? AgVO3) na matriz polimérica de PMMA influenciam as propriedades mecânicas e antimicrobianas dessa resina. Para melhorar a interação dos nanobastões com a resina e obter uma melhor distribuição, normalmente se realiza o tratamento superficial com um composto orgânico através do procedimento chamado de funcionalização. Portanto, o objetivo deste trabalho é estudar a influência da adição de nanobastões de vanadato de prata (?-AgVO3) funcionalizadas em PMMA, verificando a melhora nas propriedades mecânicas e na ação antimicrobiana. A síntese das nanoestruturas de ?-AgVO3 foi realizada pelos métodos de precipitação e hidrotérmico, a fim de se verificar qual técnica produziria materiais com maior pureza, homogeneidade e reprodutibilidade. Em seguida, o ?-AgVO3, obtido com as melhores características, foi funcionalizado com grupos acrílicos, utilizando o metacrilóxipropriltrimetóxisilano (MPS). Por fim, produziu-se nanocompósitos de PMMA com ?-AgVO3 puro e funcionalizado, em diferentes concentrações (0,5, 1, e 2,5% em massa), a fim de se analisar o efeito da funcionalização na dispersão e interação PMMA/?-AgVO3 e nas propriedades mecânicas e biológica dos nanocompósitos. De acordo com os resultados de DRX, espectrocospia Raman e MEV-FEG, o método hidrotermal produziu um material com maior organização, cristalinidade, morfologia na forma de bastão e alta reprodutibilidade, quando comparado à precipitação. A funcionalização foi confirmada pelas análises de FT-IR, TGA, XPS e EDS, mostrando a presença de grupos acrílicos. Análises de CIM mostraram que, mesmo após a funcionalização, os nanobastões apresentaram atividade antimicrobiana contra Candida albicans, Pseudomonas aeruginosa e Streptococcus mutans. Em relação aos nanocompósitos, a adição do ? AgVO3 funcionalizado utilizando MPS resultou em uma melhor dispersão e interação com a matriz de PMMA, apresentando maiores valores de dureza, resistência à flexão, à compressão e ao impacto, além de melhor atividade antimicrobiana, quando comparado à incorporação do ?-AgVO3 puro. |