Referência Completa


Título: Relacionando índices de frenagem de jovens pulsares à estrutura superfluida de seu núcleo
Autor: Heitor Oliveira de Oliveira
Programa: Física
Área de Concentração: Física Nuclear
Orientador : Nadja Simão Magalhães
Ano de Publicação : 2019
Curso : Doutorado
Assuntos : Estrelas de nêutrons
t Frenagem
t Índices
t Velocidade angular
t Astronomia
t Física
Resumo : Pulsares são estrelas que emitem radiação eletromagnética em intervalos de tempo bem definidos. A frequência de tais pulsos está diminuindo com o tempo, conforme quantificado pelo ??ndice de frenagem (n). No modelo canônico $n=3$ para todos os pulsares, mas os dados observacionais mostram que $n ? 3$, indicando uma limitação do modelo. Neste trabalho apresentamos uma nova abordagem para estudar o decaimento da frequência de rotação de um pulsar, baseado em uma adaptação do modelo canônico. Consideramos o pulsar uma estrela que gira no vácuo e possui um forte campo magnético, mas, diferentemente do modelo canônico, nós assumimos que seu momento de inércia muda no tempo devido a uma variação uniforme de um parâmetro de deslocamento no tempo. Nós descobrimos que o índice de frenagem é menor do que o valor canônico como uma consequência de um aumento no parâmetro de deslocamento da estrela, cuja variação é pequena o suficiente para permitir considerações físicas plausíveis que podem ser aplicadas a um modelo mais complexo de pulsares no futuro. Em particular, esta variação é da ordem de fluência dos vórtices de nêutrons em superfluidos rotativos. Quando aplicado aos dados do pulsar, nosso modelo forneceu valores para os índices de frenagem das estrelas próximos aos observacionais. A aplicação desta abordagem a um modelo estelar mais complexo, em que se pressupõe que os pulsares tenham interiores superfluidos, é o próximo passo para sondá-lo. Nossa hipótese é que a expansão enta do parâmetro de deslocamento poderia imitar o movimento dos vórtices de nêutrons superfluidos do núcleo em modelos realistas. Essa contribuição não altera a irradiação da energia dipolar magnética, mas reduz a velocidade angular da estrela e, portanto, a frequência dos pulsos luminosos do pulsar, conforme se observa.
Data de Defesa : 07/08/2019
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