| Resumo : |
Motores-foguete operam a temperaturas altíssimas, o que faz com que diversas substâncias contidas no escoamento dentro do bocal do motor se tornem bastante reativas, e reajam com o material do próprio bocal. Tais reações geram um desgaste no material caracterizando a erosão termoquímica, fenômeno que é o foco deste trabalho. A erosão aumenta a área interna da garganta do bocal, o que piora o desempenho do motor, uma vez que gera uma queda na pressão da câmara e nos níveis de empuxo produzidos. Portanto, a compreensão do fenômeno da erosão é extremamente importante para que se possa desenvolver métodos para evitá-lo, e assim possibilitar o desenvolvimento de foguetes mais eficientes e com pressões de operação mais elevadas. Existem diversos estudos relativos à erosão em motores foguete sólidos, mas esse fenômeno não foi tão extensamente estudado em motores híbridos. O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo experimental da erosão no bocal de grafite de um motor foguete híbrido variando a formulação do combutível, o injetor utilizado e o tempo de operação do motor.
Foram utilizados combustíveis compostos de poliuretano + 50% parafina, poliuretano + 10% alumínio, poliuretano + 30% parafina + 10% alumínio, e UHMW. Os tempos de operação do motor foram de 6s, 10s e 25s. Foram utilizados injetores dos tipos: swirl grande, swirl pequeno, axial 3,1mm, axial 3mm com placa, SP sem placa, e SG com e sem placa. |